19/10/2017

Tati C. Entrevista: Karen Alvares


Oiiiii gente, voltei.
Sim, hoje teremos mais uma entrevista muito amorzinho ♥
Já conheço a Karen faz algum tempo(inclusive ela foi uma das primeiras autoras que eu conheci ♥) e fiquei muito, muito feliz quando ela topou participar do mês temático aqui do blog :)
Vamos conhecer mais sobre ela e seus livros:


T- Conte-nos mais sobre você, sobre o seu trabalho.
K- Sou escritora há mais de 5 anos - ou, pelo menos, me considero assim, porém escrevo há mais de 15 anos, antes como um passa tempo, agora como profissão. Nos dias que não trabalho fora de casa, sento desde a manhã no computador e faço várias atividades relacionadas à escrita, não necessariamente apenas escrever(engana-se quem pensa que a vida de escritor é apenas escrever histórias); respondo e-mails, divulgo meus trabalhos nas redes sociais, produzo banners, entro em contato com leitores e blogueiros, faço serviços editoriais para outros escritores(leitura crítica, revisão, copidesque, diagramação) etc.

T- Qual foi o primeiro conto/livro que você escreveu? Muita coisa mudou na sua escrita?
K- Que pergunta difícil! Escrevo há tanto tempo que é difícil precisar qual foi a primeira coisa que escrevi. Vou escolher Alameda dos Pesadelos, tanto o primeiro livro que escrevi quanto o primeiro que foi publicado. Demorei vários anos para finalizá-lo, comecei a escrevê-lo com cerca 18-19 anos e terminei aos 25 anos. Acredito que sim, algumas coisas mudaram na minha escrita e isso é ótimo; um escritor precisa estar em constante evolução, sempre melhorando e se aperfeiçoando. Minha escrita agora é mais madura, tenho novas ideias e visões sobre a vida, espero que, daqui a alguns anos, tanto eu quanto a minha escrita estejamos ainda melhores. A vida é uma evolução constante e a perfeição não exite(ainda bem, assim sempre teremos algo a almejar!).

T- Para você qual é a maior dificuldade em ser escritor de terror/suspense aqui no Brasil?
K- Ser escritor no Brasil jé é difícil por si só; um mercado relativamente pequeno(infelizmente, ainda não somos um país de leitores, muito menos de leitores consumidores) e cada vez mais competitivo, no qual é preciso se provar constantemente e investir muito na carreira para ser notado. Porém, é ainda mais difícil quando se é um escritor fantástico, no caso, assim como eu, de terror e suspense. O gênero ainda não é considerado "sério" por muitas pessoas, especialmente literatos, e há certo preconceito e rejeição pelo terror e suspense brasileiros; quem gosta deste tipo de leitura geralmente recorre a autores consagrados e estrangeiros. E ainda há a barreira machista por eu ser uma escritora mulher, escrevendo livros que alguns erroneamente ainda consideram um gênero masculino - o que é ridículo, porém acontece -; muitas pessoas esperam que mulheres sejam mais "delicadas e sensíveis" e não acreditam que elas possam escrever textos perturbadores, aterrorizantes e sangrentos. Então preciso me provar constantemente, o que pode ser cansativo às vezes, mas sigo persistindo, porque amo escrever e amo especialmente escrever terror e suspense.

  T- Qual autor(a) te inspirou a escrever esse gênero? O que você diria pra ele(a) se tivesse a oportunidade?
K- Não há outro nome a mencionar senão Stephen King, o grande mestre do terror e uma enorme inspiração para mim. Leio-o desde os dez anos de idade, então ele sempre foi uma grande influência. Se um dia eu conseguisse vê-lo e falar com ele? Uau, é difícil até de imaginar! Só espero que eu não ficasse completamente travada e conseguisse agradecer a ele por suas histórias e dizer o quanto elas me tornaram uma escritora e uma pessoa melhor.

T- Seus personagens são inspirados em alguém?
K- Depende muito. Eu diria que talvez, pedaços deles são inspirados em pessoas que estão na minha vida, já passaram por ela ou, talvez, apenas pessoas que já parei para observar. Escrever um personagem é como brincar de Lego, você vai recolhendo peças aqui e ali e constrói uma nova pessoa, sendo que as peças podem ser reais ou fictícias.
Na verdade, eu diria que um personagem sempre foi e sempre será inspirado em uma pessoa. Todos os pais amorosos que escrevo são meu próprio pai. Seu Caetano, de Alameda dos Pesadelos, e Renato de Inverso e Reverso são bons exemplos disso. Meu pai está lá em ambos, em diferentes fases da vida. Meu pai é uma grande inspiração para mim.

T- Qual é o seu livro favorito?
K- Uau! Como escolher? Bem, apesar de tudo o que eu falei sobre o King, vou precisar escolher livros de outra autora, aquela que me fez começar a escrever e criou meus melhores amigos da adolescência. A série Harry Potter, claro, de J. K. Rowling. Quando disse que escrevo há mais de 15 anos, foi porque comecei a escrever, digamos, pra valer, aos 15 anos, com fanfics de Harry Potter.(E não, não dá pra escolher um único livro entre os sete, sinto muito). 

T-Qual foi a sensação de ter pela primeira vez seu livro físico em mãos?
K- Nossa, foi maravilhoso, indescritível. É como ver seu sonho se materializar(e na melhor coisa do mundo: livros!).

T- Como você lida com as críticas?
K- Tento ser madura. A partir do momento que publico uma obra, penso que ela não é mais minha, mas dos leitores, e eles têm todo o direito de gostar ou não dela. E, como acredito que sempre posso melhorar, leio com carinho os elogios e as críticas e extraio delas caminhos que possam me guiar a ser uma escritora melhor. 

T- Qual foi a cena mais difícil que você já escreveu? (Pode contar sobre ela?)
K- Foi a cena de um conto chamado "O Sentimento", publicado na coletânea Boy's Love - Sem Preconceitos, sem limites da Editora Draco. Não posso dar muitos detalhes sobre ela, mas foi uma cena pesada e triste. Terminei me sentindo mal e tive que parar de escrever depois disso, sair do computador e fazer outra coisa, porque não conseguia nem ficar perto do do que tinha feito.

T- Já teve bloqueio criativo? Como superou?
K- Vários! Acho que a sina de um escritor é conviver com o bloqueio criativo. Às vezes, você só está cansado demais de tudo e fica difícil escrever. Mas a melhor solução é sentar e trabalhar; mesmo que que você faça algo ruim, pelo menos está escrevendo e sempre pode reescrever, apagar e fazer de novo. Mas outra boa técnica é ler, ler ajuda em tudo.

T- Qual é a sua meta como autora?
K- Minha meta é tocar no coração das pessoas com minhas histórias, fazer com que elas ouçam o que tenho a dizer. Escrevo para ser ouvida.

T- De onde surgiu a ideia para Alameda dos Pesadelos?
K- De um sonho; na verdade, de um pesadelo. Há muitos anos sonhei com uma das cenas do livro e, a partir dela, criei os outros personagens e o restante da história. Ainda me lembro vividamente daquele pesadelo; ele é descrito em uma cena do capítulo quatro do livro.

T- Deixe algum recado para os leitores.
K- Sem vocês, livros seriam somente palavras impressas no papel. Leitores dão vida às histórias dos escritores. Obrigada por me ouvirem e lerem minhas obras!

Karen sua linda muito obrigada por participar da entrevista.
Adorei muito, principalmente a parte do bloqueio criativo, acho que vai me ajudar bastante ♥

Para acompanhar a Karen nas redes sociais é só clicar aqui:


Conheçam mais o trabalho dela pois ela arrasa muito ♥
Espero que tenham gostado.
Até o próximo post
bjo

4 comentários:

  1. Gostei bastante de conhecer a autora e me identifiquei um pouco em algumas falas dela!

    Beijos
    Próxima Primavera

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    Respostas
    1. Olá Clarissa ♥
      Fico feliz que tenha gostado, espero que possa conhecer mais do trabalho dela, pois é realmente incrível ♥
      Obrigada pela visita
      ótima quinta
      bjo

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  2. Só digo uma coisa: Harry Potter, como não amar?

    Beijoooo

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    Respostas
    1. Cecy lindaaaa ♥
      Ainda não li Harry Potter, mas está na lista :)
      Espero amar assim como vocês.
      obrigada pela visita
      ótima quinta
      bjo

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Muito obrigada(o) pela visita.
Deixe o seu comentário que retribuirei com todo carinho ♥

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